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04.10.2018

Colombo afirma que vai lutar contra a discriminação de SC em Brasília


Mais de mil pessoas participaram de uma caminhada pelas ruas do bairro Kobrasol, em São José, na manhã deste sábado, em apoio aos candidatos da coligação “Aqui é trabalho” a governador Gelson Merísio, a vice-governador João Paulo Kleinübing, e às duas vagas ao Senado, Esperidião Amin e Raimundo Colombo. A mobilização, organizada pela prefeita Adeliana Dal Pont, terminou em grande concentração em um dos estacionamentos da Avenida Beira-Mar. Merisio não participou porque estava se preparando para o debate com os demais candidatos ao governo em uma emissora de televisão, no início da tarde.

Durante a caminhada, Raimundo Colombo afirmou que ele e o Esperidião Amin estão unidos e realizam um trabalho para serem a força máxima de Santa Catarina no Senado, para trazer mais recursos, obras e respeito para o estado. “Nós somos vistos por Brasília como o melhor estado do país, que não tem problemas e que não precisa nada da União. De cada R$ 4 que pagamos em impostos federais, só R$ 1 retorna”, disse, ao lamentar que esse dinheiro não está indo para regiões mais pobres do Brasil, mas fica na Capital Federal para sustentar a burocracia. “Eu e o Amin queremos somar as nossas forças com a bancada de deputados federais para fazer um trabalho diferenciado e corrigir essa injustiça, desigualdade e esse crime praticado contra Santa Catarina”.

Na tarde deste sábado, Raimundo Colombo participou do ato em defesa das candidaturas a deputado estadual e federal de Jair Miotto e Jaime Evaristo, pelo PSC, respectivamente, em um centro de eventos de São José. Narcizo Parisotto, o segundo suplente de senador, também estava presente.

Na sexta pela manhã, Colombo participou de caminhadas pelos centros de Imbituba e Laguna, no Sul do estado. Em entrevista na Rádio Band de Imbituba, o ex-governador ressaltou que esta eleição é especial e acontece em um momento importante para o Brasil, porque irá provocar cenários de mudanças. “A eleição é a porta do futuro que se abre para a gente promover transformações realmente importantes, uma oportunidade para melhorar o país”, observou. “O modelo político apodreceu, morreu e ficou velho, ninguém mais quer, mas o problema é que o novo ainda não nasceu e esse é o grande desafio”.

O ex-governador lembrou que o excesso de partidos foi uma das razões de o sistema político ter se destruído. Em 1996, segundo Colombo, o Congresso votou a reforma política e proibiu a coligação nas eleições proporcionais e criou a cláusula de barreira, mas a lei previa dez anos para a implantação. Em 2006, o Supremo Tribunal Federal considerou a lei inconstitucional e tudo voltou à estaca zero. “Isso foi uma tragédia, uma desgraça e destruiu o processo político”, lamentou. “Agora, a lei foi votada e passa a valer a partir da eleição de 2020 e a situação deve se arrumar”.

Raimundo Colombo destacou que a eleição é a hora e a oportunidade de se corrigir e disse ver esse momento com esperança e otimismo, porque vai estar muito melhor do que está hoje. “O processo democrático ou você faz pelas pessoas ou pela violência contra as pessoas, quando impõe a vontade das armas. Defendo a liberdade e o direito de cada um de se expressar”, ressaltou. 

Ao falar no encerramento da caminhada em Imbituba, Raimundo Colombo agradeceu a participação de todos e pediu o empenho para a reta final da campanha. “O melhor momento da política é a eleição, quando a gente colhe muito carinho, respeito, constrói amizades. Carrego a esperança de que nós vamos fazer um Brasil muito melhor”, ressaltou.